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MATOPIBA 2050

Por que o futuro da produção de alimentos em escala passa pelo Cerrado brasileiro.

Terra, tecnologia, produtividade e escala: o avanço do MATOPIBA ajuda a explicar por que o Cerrado ocupa uma posição estratégica no futuro da produção agrícola brasileira.

O Cerrado Não se Transformou por Acaso

Quando se fala sobre o futuro da produção de alimentos, é preciso olhar além da próxima safra.

O crescimento da demanda mundial, a evolução do consumo e a necessidade de utilizar terra, água, infraestrutura e tecnologia de maneira cada vez mais eficiente colocam a agricultura diante de um desafio de longo prazo: produzir em escala, com produtividade, competitividade e sustentabilidade.

Nesse cenário, o Brasil ocupa uma posição relevante. E, dentro do território brasileiro, o Cerrado e o MATOPIBA estão no centro de uma das grandes transformações da agricultura tropical moderna.

A discussão sobre 2050, portanto, não é apenas sobre quanto alimento será necessário produzir.

É também sobre quais territórios terão condições de sustentar produção agrícola competitiva em grande escala nas próximas décadas.

A transformação agrícola do Cerrado brasileiro foi construída ao longo de décadas.

Pesquisa, correção e manejo dos solos, desenvolvimento genético, mecanização, tecnologia, conhecimento agronômico, infraestrutura, capital e gestão contribuíram para transformar extensas regiões do interior do país em importantes polos de produção.

A própria Embrapa registra que o processo de ocupação agrícola do Cerrado avançou inicialmente pela porção sul, com participação de agricultores vindos principalmente de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, expandindo-se posteriormente em direção ao norte do bioma.

Esse movimento também pode ser observado nas trajetórias de grandes empresas agrícolas.

A SLC Agrícola, fundada em 1977 e com matriz em Porto Alegre, tornou-se uma das grandes operações agrícolas brasileiras.

A AMAGGI iniciou sua história em São Miguel do Iguaçu, no Paraná, em 1977. Dois anos depois começou suas atividades em Mato Grosso, com a aquisição de uma propriedade em Itiquira. Hoje, sua sede está em Cuiabá.

São trajetórias empresariais distintas, mas que ajudam a materializar um fenômeno muito maior:

O Cerrado deixou de representar apenas disponibilidade territorial e passou a abrigar algumas das mais importantes operações agrícolas em escala do Brasil.

Uma Transformação Acompanhada de Perto pela AgroBrasil

Para a AgroBrasil Fazendas, compreender essa transformação não é apenas acompanhar estatísticas.

É acompanhar o mercado de terras, a evolução das propriedades, os produtores e a estruturação das operações agrícolas.

Carvalho, CEO da AgroBrasil Fazendas, atua no mercado rural desde 2007 e também está à frente da EARCGE RURAL, empresa sediada no Paraná. Ao longo desse período, acompanhou o avanço de produtores e grupos empresariais em direção ao Cerrado e a profissionalização crescente do mercado de ativos rurais.

“O Cerrado que conhecemos hoje não foi construído apenas pela disponibilidade de terras. Foi construído por produtores e empresas que levaram conhecimento, tecnologia, capital e gestão para essas regiões. Acompanhamos esse movimento ao longo dos anos e hoje vemos uma nova etapa: a terra precisa ser analisada não apenas pelo hectare, mas pela sua capacidade de produzir, gerar renda e permanecer competitiva em escala.” — Carvalho, CEO da AgroBrasil Fazendas

Essa visão está diretamente relacionada ao posicionamento atual da empresa.

A AgroBrasil Fazendas concentra sua atuação no Cerrado brasileiro e no MATOPIBA, trabalhando com avaliação, diagnóstico e estruturação de ativos rurais voltados à produção em escala.

É justamente dentro dessa transformação que o MATOPIBA assume posição estratégica.

MATOPIBA: 73 Milhões de Hectares e uma Nova Geografia da Produção

MATOPIBA é o acrônimo formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Segundo a Embrapa, sua delimitação compreende 337 municípios e aproximadamente 73 milhões de hectares. Cerca de 66,5 milhões de hectares — aproximadamente 91% do território — estão inseridos no bioma Cerrado.

É fundamental fazer uma distinção.

Os 73 milhões de hectares representam a dimensão territorial do MATOPIBA. Não significam 73 milhões de hectares disponíveis ou utilizados para agricultura.

O que torna a região especialmente relevante é aquilo que já acontece dentro desse território.

A produção agropecuária do MATOPIBA é marcada pelas grandes colheitas de grãos, especialmente soja, milho e algodão, além da presença de pecuária, produção florestal e outras atividades agropecuárias.

O MATOPIBA, portanto, não deve ser observado apenas como uma promessa de fronteira agrícola.

É um território que já produz em escala.

Por que Falar em 2050?

Porque terra produtiva é um ativo de longo prazo.

Uma propriedade adquirida, estruturada ou arrendada hoje poderá permanecer produzindo e gerando renda durante décadas.

Em estudos prospectivos de longo prazo, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) trabalha com um cenário de crescimento significativo da produção agrícola mundial até 2050.

Isso muda a pergunta.

Não se trata simplesmente de saber:

Quanto de terra existe?

A questão estratégica passa a ser:

Quantos hectares possuem condições técnicas, econômicas, ambientais e logísticas para sustentar produção de alimentos competitiva em escala?

Essa diferença muda completamente a análise de um ativo rural.

O Futuro Não Será Definido Apenas pela Expansão de Área

Produzir mais não significa simplesmente incorporar novas terras à agricultura.

O desafio das próximas décadas também passa por produtividade, tecnologia, eficiência econômica, infraestrutura e utilização responsável dos recursos naturais.

Isso coloca outros elementos dentro da análise de uma propriedade rural:

Solo. Água. Clima. Aptidão agrícola. Produtividade. Tecnologia. Logística. Infraestrutura. Armazenagem. Regularidade ambiental. Segurança jurídica. Capacidade de geração de renda.

O hectare, analisado isoladamente, diz pouco.

É a combinação desses fatores que transforma terra em ativo produtivo.

Nem Toda Terra Possui o Mesmo Valor

Duas propriedades com a mesma quantidade de hectares podem representar ativos completamente diferentes.

Uma pode apresentar elevada aptidão agrícola, infraestrutura consolidada, logística favorável e histórico consistente de produtividade.

Outra, mesmo situada na mesma região, pode enfrentar limitações de solo, disponibilidade hídrica, logística, documentação, infraestrutura ou aproveitamento efetivo da área.

Por isso, analisar uma grande propriedade exclusivamente pelo preço médio do hectare pode produzir uma leitura incompleta.

Quanto maior a escala da operação, maior a importância dessas diferenças.

Em propriedades com milhares de hectares, variações de produtividade, custo logístico, capacidade de segunda safra, armazenagem ou percentual efetivamente produtivo podem representar impactos econômicos expressivos.

Terra É Patrimônio. Produção É Renda.

Essa distinção é fundamental para compreender os ativos rurais.

A terra possui dimensão patrimonial.

Sua capacidade produtiva possui dimensão econômica.

Uma propriedade pode gerar renda por produção própria, arrendamento ou outras estruturas de exploração econômica.

Por isso, uma análise profissional precisa compreender não apenas quanto vale a terra, mas também:

O que ela produz?

Quanto pode produzir?

Qual renda é capaz de gerar?

Quais são os riscos?

E qual é sua capacidade de permanecer competitiva?

É nesse ponto que avaliação, conhecimento territorial e compreensão da atividade agropecuária passam a fazer parte da mesma decisão.

Produção em Escala Exige Inteligência Territorial

Quanto maior a operação, maior pode ser o impacto de uma decisão equivocada.

Em áreas de 5 mil, 10 mil, 20 mil ou 30 mil hectares, diferenças de produtividade, logística, disponibilidade hídrica, infraestrutura ou custo operacional podem alterar substancialmente o resultado econômico de um projeto.

Por isso, grandes operações rurais exigem profundidade de análise.

Antes da aquisição, venda, arrendamento ou expansão de uma operação agrícola, algumas perguntas precisam ser respondidas:

Qual é a aptidão efetiva da propriedade?

Qual percentual possui utilização produtiva?

Qual é o histórico de produtividade?

Como está estruturada sua logística?

Onde estão os armazéns e os corredores de escoamento?

Qual é a situação jurídica e ambiental?

Qual renda o ativo é capaz de gerar?

Quais são seus riscos?

E, principalmente:

Essa propriedade continuará competitiva nas próximas décadas?

É esse conjunto de informações que começa a separar uma simples oferta de terra de um ativo rural estrategicamente estruturado.

O Próximo Ciclo do Agro Será Mais Técnico

O Ministério da Agricultura e Pecuária atualiza periodicamente suas projeções para o agronegócio brasileiro.

A edição Projeções do Agronegócio 2024/2025 a 2034/2035 analisa a evolução esperada da produção, consumo e comércio agropecuário brasileiro para a próxima década e também aborda desafios relacionados à sustentabilidade, infraestrutura, tecnologia e ambiente internacional.

Isso reforça uma realidade:

Produção em escala exige informação em escala.

À medida que as operações se tornam maiores, mais tecnificadas e profissionalizadas, cresce também a necessidade de diagnóstico territorial, avaliação técnica, análise econômica, segurança documental e conhecimento regional.

Não basta encontrar uma propriedade.

É preciso compreender o ativo.

MATOPIBA 2050: O que Estará em Jogo?

Não é possível afirmar hoje quanto valerá uma determinada fazenda em 2050.

Também não seria tecnicamente correto afirmar que todo o território do MATOPIBA terá o mesmo comportamento econômico ou a mesma valorização.

Mas é possível analisar fundamentos.

Terras com aptidão produtiva, infraestrutura, logística, regularidade jurídica e ambiental, disponibilidade adequada de recursos e capacidade consistente de geração de renda apresentam fundamentos diferentes de ativos que não reúnem essas características.

Por isso, acompanhar o futuro do MATOPIBA significa acompanhar muito mais do que o preço do hectare.

Significa acompanhar produção, produtividade, tecnologia, clima, disponibilidade hídrica, armazenagem, rodovias, ferrovias, portos, legislação, demanda internacional e capital.

O MATOPIBA representa uma das expressões mais importantes da transformação agrícola do Cerrado brasileiro.

E, quando olhamos para 2050, talvez a pergunta mais importante não seja quanto de terra existirá.

A pergunta será:

Qual terra continuará capaz de produzir alimentos, gerar renda e permanecer competitiva em escala?

A Visão da AgroBrasil para 2050

Para a AgroBrasil Fazendas, compreender o futuro do Cerrado significa compreender os ativos rurais que sustentam a produção em escala.

Terra, produtividade, renda, logística, segurança jurídica, regularidade ambiental e capacidade operacional precisam ser analisadas de forma integrada.

É nesse ambiente que a AgroBrasil constrói sua atuação.

Com sede em Cuiabá, Mato Grosso, escritórios de apoio em Minas Gerais e Ponta Grossa, Paraná, e atuação direcionada ao Cerrado e MATOPIBA, a empresa trabalha na avaliação, diagnóstico e estruturação de propriedades rurais destinadas à produção em escala.

A AgroBrasil reúne experiência de aproximadamente 106 mil hectares de propriedades avaliadas e diagnosticadas, envolvendo agricultura, pecuária e reflorestamento, além de participar da administração de aproximadamente 81 mil hectares de terras arrendadas no Cerrado brasileiro.

Sua atuação técnica compreende avaliações de imóveis rurais com referência na ABNT NBR 14653-3, diagnósticos territoriais, análise de ativos e estruturação de operações rurais.

Mais do que acompanhar o movimento das terras, a AgroBrasil busca compreender o valor econômico daquilo que essas terras são capazes de produzir.

Porque, olhando para 2050, uma questão tende a se tornar cada vez mais relevante:

Não será apenas onde haverá terra. Será onde haverá terra capaz de produzir alimentos em escala, com eficiência, segurança e geração de renda.

Esse é o território em que a AgroBrasil Fazendas escolheu atuar.

AgroBrasil Fazendas
CRECI Jurídico J-23766

Fazendo a diferença no Cerrado brasileiro.

Fontes Institucionais

  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária — Embrapa — MATOPIBA e estudos sobre a dinâmica agrícola do Cerrado.
  • Ministério da Agricultura e Pecuária — MAPA
    Projeções do Agronegócio 2024/2025 a 2034/2035.
  • Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura — FAO
    Estudos prospectivos sobre agricultura mundial até 2050.
  • AMAGGI
    História institucional.
  • SLC Agrícola
    História e estrutura produtiva institucional.