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O LEGADO DA FAMÍLIA GORGEN: DO RIO GRANDE DO SUL AO CERRADO MARANHENSE, A HISTÓRIA DO GRUPO GEES

De uma operação agrícola iniciada em meio aos desafios do sul do Maranhão à construção de um grupo empresarial integrado: a trajetória de José Antônio Gorgen, Salete Teresinha Gorgen e das gerações que participaram da expansão do agronegócio no Matopiba.

Reportagem especial | AgroBrasil Fazendas | Outubro de 2026

Uma história familiar ligada à transformação do sul do Maranhão

A história do agronegócio brasileiro também foi construída por famílias que deixaram regiões agrícolas consolidadas e decidiram investir em territórios onde praticamente toda a infraestrutura produtiva ainda precisava ser desenvolvida.

Entre essas trajetórias está a da família Gorgen, originária do Rio Grande do Sul e ligada à formação do Grupo GEES S/A, anteriormente conhecido como RISA.

O empreendimento, com sede em Balsas, no Maranhão, tornou-se uma organização que reúne produção de grãos, fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas, logística, armazenagem e comercialização.

Entretanto, antes das grandes instalações industriais e das extensas operações agrícolas, havia uma história de migração, trabalho e decisões familiares.

No centro dessa trajetória está José Antônio Gorgen, conhecido como Zezão, cuja atuação foi fundamental para a consolidação do grupo no Maranhão e no Piauí.

Ao lado de Salete Teresinha Gorgen, participou da aquisição e do desenvolvimento de empreendimentos que se transformariam em uma estrutura empresarial de grande porte.

A evolução da GEES acompanha parte importante da própria transformação econômica do Cerrado maranhense.

José Antônio Gorgen: o pioneiro que saiu do Rio Grande do Sul

José Antônio Gorgen nasceu em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, município reconhecido por sua tradição agrícola e pelo desenvolvimento da mecanização no campo.

Ainda jovem, deixou sua região de origem em direção ao Maranhão.

Em 1984, chegou a Balsas, em uma época em que a agricultura empresarial estava em fase inicial de expansão.

A região apresentava desafios consideráveis.

As estradas eram limitadas, os serviços especializados eram escassos e a aquisição de máquinas, fertilizantes e peças exigia planejamento.

A distância dos grandes centros comerciais também dificultava o transporte da produção.

Segundo registros divulgados pela Federação das Indústrias do Maranhão, José Antônio começou com aproximadamente 600 hectares de plantio.

A escala inicial era muito diferente daquela alcançada posteriormente pelo grupo.

O crescimento exigiu investimentos progressivos e adaptação às condições locais.

Em entrevistas sobre sua trajetória, Zezão recordou dificuldades dos primeiros anos em Balsas, incluindo hospedagens simples e viagens realizadas com familiares para conhecer propriedades.

A experiência representa um capítulo da migração de produtores do Sul para o Cerrado brasileiro.

Salete Teresinha Gorgen e a construção do empreendimento familiar

A história empresarial também registra a participação de Salete Teresinha Gorgen.

Natural do Rio Grande do Sul, ela aparece ao lado de José Antônio nos registros institucionais relacionados à aquisição do controle de empresas que deram origem à estrutura posteriormente conhecida como RISA.

Em 1991, o casal adquiriu ações da Companhia Agrícola do Ribeirão e da empresa Prepesa.

Essa operação marcou uma etapa importante da consolidação empresarial.

A presença de Salete na história societária demonstra que o desenvolvimento do empreendimento esteve relacionado a decisões e investimentos familiares.

É importante reconhecer sua participação sem atribuir funções executivas específicas que não estejam documentadas nas fontes consultadas.

A trajetória da família Gorgen também se estende às gerações seguintes, que passaram a atuar em diferentes áreas da organização e em outros empreendimentos ligados ao agronegócio.

1982 e 1991: as origens empresariais da GEES

Para compreender a história do grupo, é necessário distinguir a fundação das empresas que o antecederam da chegada da família Gorgen ao Maranhão.

Em 2 de março de 1982, foi fundada a Companhia Agrícola do Ribeirão, com sede em Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí.

Essa é uma das referências históricas utilizadas pela própria GEES para apresentar sua trajetória institucional.

Em 1984, José Antônio Gorgen chegou a Balsas, no Maranhão.

Em 1991, José Antônio e Salete adquiriram participações societárias na Companhia Agrícola do Ribeirão e na Prepesa.

Posteriormente, outras atividades foram incorporadas à estrutura empresarial.

A evolução da organização ocorreu por meio de investimentos em produção agrícola e serviços necessários ao funcionamento das próprias fazendas.

Essa característica tornou-se central para compreender o modelo de negócios da GEES.

A empresa não se limitou à produção de grãos.

Passou a investir também em atividades que ofereciam suporte à agricultura regional.

A estratégia que transformou dificuldades em novos negócios

Nos primeiros anos de expansão agrícola, os produtores do sul do Maranhão enfrentavam dificuldades relacionadas ao fornecimento de insumos, ao transporte e à armazenagem.

A distância dos centros industriais elevava os custos e aumentava a complexidade das operações.

Para a família Gorgen, essas limitações representaram desafios operacionais que precisavam ser solucionados.

Com o passar do tempo, a empresa começou a desenvolver estruturas próprias para atender às necessidades da produção.

Segundo relato de Anderson Gorgen em entrevista ao MF Cast, diferentes atividades surgiram inicialmente para resolver problemas enfrentados dentro das fazendas.

O transporte, a armazenagem, os fertilizantes e a comercialização passaram a integrar um modelo empresarial mais amplo.

Posteriormente, essas atividades também se tornaram serviços e produtos oferecidos a outros produtores rurais.

Esse processo ajudou a transformar uma operação agrícola em uma organização integrada à cadeia do agronegócio.

1998: a logística como parte da expansão

Escoamento da produção agrícola — Estrutura logística da RISA/GEES. A fotografia apresenta uma extensa sequência de caminhões e carretas agrícolas recebendo grãos durante a operação de colheita. Nas carrocerias, é possível identificar a marca RISA, denominação historicamente associada ao atual Grupo GEES S/A.

O registro evidencia a importância do transporte rodoviário para a movimentação da produção agrícola e a integração entre as atividades das fazendas e a estrutura logística empresarial.

A operação retratada representa uma das características do agronegócio de grande escala no sul do Maranhão e no Matopiba: a necessidade de coordenar máquinas, veículos e equipes para garantir o fluxo da produção.

Crédito fotográfico: Imagem das operações agrícolas identificadas com a marca RISA, atual Grupo GEES S/A. Fotógrafo e data não identificados.

Direitos de imagem: A fotografia é utilizada como ilustração documental da reportagem institucional da AgroBrasil Fazendas. A presença da marca RISA não comprova a titularidade dos direitos autorais nem autoriza automaticamente sua reprodução. Recomenda-se confirmar a autorização com a GEES ou com o titular da fotografia.

Texto alternativo (ALT): Sequência de caminhões e carretas com identificação RISA recebendo grãos por tubos de descarga de colheitadeiras durante operação agrícola.

Em 1998, a organização iniciou investimentos no transporte de sua própria produção.

A decisão respondia a uma necessidade fundamental para a agricultura de grande escala: garantir o escoamento dos grãos.

A logística sempre representou um dos principais desafios para os produtores do interior do Maranhão e do Piauí.

As distâncias até os mercados consumidores, unidades industriais e terminais de exportação exigem uma estrutura de transporte eficiente.

Com o passar dos anos, a GEES ampliou suas operações logísticas.

O site institucional informa a existência de uma frota superior a 400 veículos, incluindo mais de 200 tritrens.

Esses veículos permitem transportar grandes volumes de carga e fazem parte da estrutura de movimentação de grãos e insumos agrícolas.

A integração entre produção e transporte tornou-se uma característica importante do grupo.

2000: a entrada no setor de fertilizantes

A expansão da agricultura no Cerrado depende diretamente do manejo adequado da fertilidade do solo.

Em grande parte das áreas agrícolas da região, a produção comercial exige investimentos em correção, adubação e acompanhamento técnico.

Em 2000, a organização iniciou um projeto de importação e comercialização de fertilizantes, com a implantação de uma misturadora em Balsas.

A iniciativa representou um avanço na integração de suas atividades.

Além de atender às necessidades próprias, a estrutura permitiu ampliar a oferta de produtos para produtores da região.

Posteriormente, as operações de fertilizantes foram expandidas.

A GEES informa possuir unidades de mistura em Balsas, São Luís e Uruçuí.

A atuação nesse segmento demonstra como a produção agrícola passou a ser acompanhada por investimentos industriais e comerciais.

A consolidação da RISA e a evolução para GEES S/A

A organização empresarial passou por diferentes etapas de expansão e reorganização.

Durante muitos anos, o empreendimento ficou conhecido como RISA, nome associado às atividades agrícolas e industriais desenvolvidas pela família Gorgen.

Em 2001, foi concluída a aquisição das participações do FINOR/SUDENE na Companhia Agrícola do Ribeirão, conforme o histórico institucional.

Com a ampliação dos negócios, a organização passou a atuar em diversos segmentos relacionados ao agronegócio.

A estrutura incorporou produção agrícola, fertilizantes, defensivos, máquinas, armazenagem, logística e comercialização.

A adoção da marca GEES S/A representou uma nova etapa dessa trajetória.

A empresa passou a apresentar suas atividades de maneira integrada, reunindo operações que antes eram associadas a diferentes denominações empresariais.

A mudança de marca não alterou o fato de que a história da organização está relacionada a investimentos iniciados décadas antes.

As fazendas e a produção de soja e milho

Colheita mecanizada e logística agrícola — Grupo GEES (antiga RISA). A fotografia aérea registra uma operação de colheita mecanizada de grãos em larga escala, com diversas colheitadeiras trabalhando simultaneamente e descarregando a produção diretamente em caminhões de transporte.

A imagem evidencia a integração entre produção agrícola, mecanização e logística, características do modelo operacional desenvolvido pelo Grupo GEES no Cerrado brasileiro.

O alinhamento das máquinas e dos veículos demonstra a dimensão da estrutura necessária para realizar a colheita e o escoamento de grandes volumes de grãos.

Crédito fotográfico: Imagem apresentada como registro das operações agrícolas do Grupo GEES S/A (antiga RISA). Fotógrafo e data não identificados.

Direitos de imagem: A fotografia é utilizada como ilustração documental da reportagem institucional da AgroBrasil Fazendas. A origem empresarial informada não constitui, por si só, autorização de reprodução. Os direitos autorais permanecem com seus respectivos titulares, devendo a autorização de uso ser confirmada.

Texto alternativo (ALT): Vista aérea de diversas colheitadeiras vermelhas descarregando grãos em caminhões alinhados ao longo de uma estrada de terra, junto a uma extensa lavoura.

A produção agrícola permanece entre as atividades centrais do grupo.

As operações estão distribuídas entre Maranhão e Piauí, principalmente em regiões do Cerrado com forte presença da agricultura mecanizada.

O relatório de sustentabilidade de 2024 da GEES informa que a empresa cultivou aproximadamente 52 mil hectares na safra principal daquele ano.

O mesmo documento registra cerca de 42 mil hectares de safrinha.

Esses números devem ser interpretados corretamente.

A área de segunda safra pode corresponder, em parte, à mesma superfície física utilizada anteriormente para outra cultura.

Portanto, a soma dos hectares de safra e safrinha representa uma medida de atividade agrícola, não necessariamente a extensão territorial total das propriedades.

O relatório também apresenta investimentos em expansão de áreas e modernização das operações.

A empresa informou a aquisição de novas áreas relacionadas às fazendas Esther, em Benedito Leite, e Aclimação, em Alto Parnaíba, ambas no Maranhão.

Essas iniciativas foram apresentadas como parte da estratégia de crescimento produtivo.

Investimentos em irrigação e intensificação agrícola

A modernização das operações também envolve investimentos em irrigação.

O relatório de 2024 registra um projeto na Fazenda Ribeirão, com implantação de infraestrutura hídrica e pivôs centrais.

O documento menciona 11 poços artesianos, seis reservatórios e 18 pivôs, voltados à irrigação de aproximadamente 4.698 hectares.

Projetos dessa natureza podem ampliar a capacidade de planejamento produtivo e reduzir a dependência exclusiva das chuvas, desde que observadas as condições de disponibilidade hídrica e as autorizações aplicáveis.

A irrigação também exige investimento em energia, infraestrutura e manejo técnico.

A utilização de água subterrânea ou superficial depende de avaliação hidrogeológica, controle operacional e regularidade das respectivas outorgas, quando exigidas.

A expansão da agricultura irrigada representa uma etapa de maior complexidade tecnológica e patrimonial.

A importância da GEES para Balsas e o Matopiba

A história do grupo está diretamente relacionada à transformação de Balsas em um polo regional do agronegócio.

O município passou a concentrar empresas de máquinas agrícolas, insumos, armazenagem, transporte e serviços técnicos.

A expansão produtiva contribuiu para ampliar a demanda por profissionais especializados e infraestrutura.

Em 2024, durante homenagem concedida a José Antônio Gorgen, a Federação das Indústrias do Maranhão informou que a GEES gerava mais de dois mil empregos diretos.

O número demonstra a dimensão da organização naquele período, embora não deva ser interpretado automaticamente como indicador atualizado para 2026.

A atuação empresarial também se estende ao Piauí e a outras localidades relacionadas à cadeia logística e comercial.

O desenvolvimento do Matopiba, entretanto, é resultado da participação de muitos produtores, trabalhadores, pesquisadores, empresas e instituições públicas.

A GEES integra essa história como um dos empreendimentos que participaram da expansão econômica regional.

2024: o reconhecimento público a José Antônio Gorgen

Em junho de 2024, José Antônio Gorgen recebeu o Título de Cidadão Maranhense.

A homenagem foi realizada em sessão solene da Assembleia Legislativa do Maranhão.

A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão registrou a participação de representantes do setor industrial na cerimônia.

O reconhecimento esteve associado à trajetória empresarial de Zezão e à contribuição econômica de seus empreendimentos para o estado.

Na ocasião, a FIEMA destacou a expansão da produção agrícola e a diversificação das atividades empresariais.

A homenagem também simbolizou o vínculo estabelecido entre um produtor originário do Rio Grande do Sul e o Maranhão, estado no qual consolidou parte importante de sua trajetória.

Anderson Gorgen e a continuidade empresarial

A participação das gerações seguintes representa outro capítulo da história familiar.

Anderson Gorgen tornou-se conhecido por sua atuação na gestão e pela participação em discussões sobre logística, eficiência operacional e desenvolvimento do agronegócio.

Em entrevista publicada pelo MF Rural em julho de 2026, ele apresentou a evolução da GEES a partir das necessidades enfrentadas pela produção agrícola.

Segundo seu relato, a organização passou a incorporar diferentes atividades para solucionar problemas de abastecimento, transporte e comercialização.

Anderson também destacou a importância da gestão de pessoas e do planejamento de longo prazo.

A trajetória demonstra como a continuidade de uma empresa familiar exige adaptação às mudanças tecnológicas, financeiras e operacionais.

A sucessão empresarial não se limita à transmissão do patrimônio.

Envolve preparação de gestores, profissionalização das atividades e definição de responsabilidades.

Allan Gorgen: uma trajetória própria no agronegócio

A história da família também inclui Allan Gorgen.

Em reportagem publicada pelo MF Rural em outubro de 2026, Allan relatou que começou a trabalhar na empresa familiar aos 16 anos, inicialmente em funções administrativas.

Posteriormente, passou por diferentes setores e chegou à diretoria de operações aos 21 anos.

Sua experiência incluiu atividades em Balsas e São Luís, além do contato com operações logísticas.

Em 2018, iniciou um período de afastamento da empresa familiar, conforme relato publicado na entrevista.

Posteriormente, passou a desenvolver projetos próprios ligados ao agronegócio, à tecnologia e ao crédito.

Sua trajetória demonstra que a continuidade de uma família empresária não significa necessariamente que todos os descendentes permaneçam na administração da mesma companhia.

Novos negócios podem surgir a partir da experiência adquirida nas organizações familiares.

É importante, entretanto, diferenciar esses empreendimentos particulares das atividades e do patrimônio da GEES.

A dimensão patrimonial e os desafios da gestão

O crescimento de grupos agrícolas de grande porte exige organização patrimonial e financeira.

As propriedades rurais representam apenas uma parcela dos ativos utilizados por essas empresas.

Máquinas, armazéns, instalações industriais, estoques, veículos, sistemas de irrigação e participações societárias também integram a estrutura operacional.

Por isso, o valor econômico de um grupo empresarial não pode ser determinado apenas pela multiplicação da área agrícola por um preço médio regional de terras.

Da mesma forma, hectares cultivados não equivalem automaticamente a hectares de terras próprias.

A avaliação patrimonial exige identificar os bens, seus respectivos titulares, as condições de utilização e os direitos associados.

Também é necessário distinguir o valor das propriedades rurais do valor econômico das empresas operacionais.

Essas questões tornam-se especialmente relevantes em processos de sucessão familiar, reorganização societária e planejamento de longo prazo.

Desafios econômicos e responsabilidade empresarial

A expansão de grandes operações agrícolas também envolve riscos.

Oscilações dos preços internacionais, custos de fertilizantes, condições climáticas, juros e despesas logísticas podem afetar significativamente os resultados.

Em fevereiro de 2024, a GEES anunciou a paralisação temporária de parte de sua frota de transporte.

Na ocasião, Anderson Gorgen relacionou a decisão às dificuldades econômicas enfrentadas pelo setor, incluindo custos de produção e preços dos grãos.

O episódio demonstra que a escala empresarial não elimina a exposição aos ciclos do mercado agrícola.

Em 2026, a companhia também publicou manifestações relacionadas a questionamentos sobre suas práticas de controle de jornada de motoristas.

Essas manifestações devem ser compreendidas como posicionamentos da empresa, sem que isso represente conclusão definitiva sobre eventuais controvérsias trabalhistas.

A transparência, o cumprimento das normas legais e a gestão de riscos integram as responsabilidades de organizações empresariais de grande porte.

Mais de quatro décadas de história

A trajetória empresarial associada à GEES atravessa mais de quatro décadas.

O percurso envolve a fundação da Companhia Agrícola do Ribeirão, a chegada de José Antônio Gorgen a Balsas, a aquisição de participações societárias pelo casal Gorgen e a expansão para novos segmentos.

A organização passou de uma estrutura predominantemente agrícola para um conjunto de atividades interligadas.

A produção de soja e milho continua sendo parte importante de sua atuação.

Entretanto, fertilizantes, máquinas, defensivos, transporte, armazenagem e comercialização passaram a integrar a estratégia empresarial.

O crescimento também trouxe novas exigências de governança, planejamento financeiro, gestão de pessoas e organização patrimonial.

A história da família Gorgen demonstra como o desenvolvimento do agronegócio pode estar associado à capacidade de identificar necessidades e construir soluções empresariais ao longo do tempo.

O reconhecimento da AgroBrasil Fazendas

A AgroBrasil Fazendas dedica esta reportagem à trajetória da família Gorgen e aos profissionais que participaram da construção de seus empreendimentos.

A história de José Antônio Gorgen, Salete Teresinha Gorgen e das gerações seguintes representa um capítulo da expansão agrícola do Maranhão e do Piauí.

A decisão de investir no Cerrado, enfrentar limitações de infraestrutura e desenvolver atividades complementares à produção contribuiu para a formação de uma organização empresarial integrada.

O legado dessa trajetória não deve ser medido exclusivamente pela extensão das propriedades ou pelo volume de grãos produzidos.

Também envolve o conhecimento acumulado, as estruturas implantadas, as oportunidades profissionais e as transformações econômicas que acompanharam o crescimento da região.

O reconhecimento histórico não dispensa a análise dos desafios econômicos, sociais e ambientais presentes na agricultura contemporânea.

Preservar a memória das famílias que participaram da expansão agrícola brasileira é contribuir para compreender a formação econômica e territorial do país.

A AgroBrasil Fazendas registra seu reconhecimento à trajetória da família Gorgen e aos trabalhadores, gestores e profissionais que participaram dessa construção.


Fontes e referências bibliográficas

  1. GEES S/A. Governança e história institucional.

Cronologia da Companhia Agrícola do Ribeirão, aquisição de participações societárias pela família Gorgen e expansão para transporte e fertilizantes.

Disponível em: https://geessa.com/governanca

  1. GEES S/A. Site institucional.

Informações sobre a estrutura empresarial, atividades agrícolas, logística, fertilizantes, defensivos, máquinas e comercialização.

Disponível em: https://geessa.com/

  1. GEES S/A. Relatório de Sustentabilidade 2024.

Indicadores de produção agrícola, área cultivada, investimentos em propriedades rurais, expansão territorial e projetos de irrigação.

Disponível em: https://geessa.com/public/pdf/GEES_2024_V2.pdf

  1. FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO MARANHÃO — FIEMA. FIEMA e CIEMA prestigiam entrega de Título de Cidadão Maranhense para José Antônio Gorgen. 24 de junho de 2024.

Informações biográficas, chegada ao Maranhão, expansão agrícola e reconhecimento institucional.

Disponível em: https://www.fiema.org.br/noticia/4885/fiema-e-ciema-prestigiam-entrega-de-titulo-de-cidadao-maranhense-para-jose-antonio-gorgen

  1. MF RURAL. Como o Grupo GEES ajudou a transformar o sul do Maranhão: a trajetória de Anderson Gorgen e a evolução do agronegócio no Matopiba. 10 de julho de 2026.

Entrevista sobre a formação do grupo, a diversificação das atividades, logística e gestão empresarial.

Disponível em: https://blog.mfrural.com.br/grupo-gees-agronegocio/

  1. MF RURAL. Allan Gorgen: a trajetória de um empreendedor do agronegócio. 1º de outubro de 2026.

Reportagem sobre a atuação de Allan Gorgen na empresa familiar e seus empreendimentos posteriores.

Disponível em: https://blog.mfrural.com.br/allan-gorgen-a-trajetoria-de-um-empreendedor-do-agronegocio/

  1. CERRADO RURAL AGRONEGÓCIOS. Zezão: a trajetória ética por trás da potência GEES S/A. 2026.

Perfil empresarial de José Antônio Gorgen, com relatos históricos sobre os primeiros anos no Maranhão.

Disponível em: https://cerradoruralagronegocios.com.br/Publicacao.aspx?id=648790

  1. DIÁRIO SUL MARANHENSE. Grupo GEES S/A, antiga RISA, paralisa frota de carretas no Maranhão. 18 de fevereiro de 2024.

Cobertura das dificuldades econômicas e da decisão de paralisação temporária de parte da frota.

Disponível em: https://diariosulmaranhense.com.br/2024/02/18/grupo-gees-s-a-antiga-risa-paralisa-frota-de-carretas-no-maranhao/

  1. GEES S/A. Perfil institucional no LinkedIn.

Informações institucionais sobre a sede, atividades e posicionamento empresarial.

Disponível em: https://br.linkedin.com/company/geessa


Créditos fotográficos

As imagens utilizadas nesta reportagem deverão preservar os créditos dos respectivos fotógrafos, acervos e veículos de comunicação.

Retrato de José Antônio Gorgen: utilizar fotografia institucional ou registro da homenagem de 2024. Quando proveniente da reportagem da FIEMA, verificar o crédito indicado a Nestor Bezerra.

Fotografias de fazendas, máquinas, armazéns e instalações industriais: utilizar imagens oficiais da GEES, respeitando a autoria e as condições de reprodução.

Fotografia de Anderson Gorgen: utilizar imagem oficial da empresa ou fotografia de entrevista, com crédito ao respectivo autor.

Fotografias de Allan Gorgen: quando utilizadas, identificar a fonte original e distinguir seus empreendimentos particulares das atividades da GEES.

Nenhuma fotografia deverá ser apresentada como registro documental sem confirmação de sua origem.

Nota editorial

Esta reportagem possui caráter histórico, informativo e institucional.

A AgroBrasil Fazendas não integra a GEES S/A e não possui vínculo societário com os empreendimentos mencionados.

As informações foram organizadas a partir de fontes públicas e documentos institucionais.

Os indicadores de área cultivada não equivalem necessariamente à área territorial própria ou ao patrimônio imobiliário do grupo.

Pesquisa e produção editorial: AgroBrasil Fazendas — Outubro de 2026.


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