Da imigração europeia à construção da Suzano, uma das maiores produtoras de celulose do mundo
A história de Leon Feffer e das gerações que participaram da transformação de um negócio de comercialização de papel em um grupo industrial brasileiro de alcance internacional. Uma trajetória marcada por empreendedorismo, florestas plantadas, inovação, sucessão familiar e desenvolvimento econômico.
Reportagem especial | AgroBrasil Fazendas | Outubro de 2026
A sétima edição da série Grandes Famílias do Agronegócio Brasileiro apresenta a família Feffer, cuja história está diretamente associada à formação e à expansão da Suzano.
Diferentemente das famílias que iniciaram suas atividades na agricultura ou na pecuária, a trajetória dos Feffer começou no comércio de papel.
Com o passar das décadas, o empreendimento desenvolveu operações industriais, investiu em tecnologia e passou a integrar uma extensa cadeia produtiva florestal.
Hoje, a história da família está ligada a um setor que conecta a produção de madeira, a indústria de celulose, a logística e o comércio internacional.
Para compreender esse legado, é necessário voltar ao início do século XX e à chegada de Leon Feffer ao Brasil.
1. Leon Feffer: o imigrante que iniciou a história em 1924
Imagem de referência: Leon Feffer, fundador da Suzano. Fonte prioritária para a publicação: acervo histórico da própria companhia.
Leon Feffer chegou ao Brasil vindo da Ucrânia, ainda jovem, em um período no qual milhares de famílias europeias procuravam novas oportunidades na América do Sul.
A trajetória do empresário começou no comércio.
Em 1924, estabeleceu uma firma individual dedicada à comercialização de papel, em São Paulo.
O negócio atendia um mercado que crescia com a urbanização, o desenvolvimento da imprensa, a atividade comercial e a expansão das indústrias.
Naquele momento, o Brasil ainda dependia de produtos e matérias-primas importados para atender parte importante de suas necessidades industriais.
Leon identificou uma oportunidade na distribuição de papel, mas sua ambição empresarial não permaneceu limitada ao comércio.
Em 1929, ampliou as atividades com uma tipografia e uma pequena fábrica de sacos de papel.
O empreendimento começou a adquirir características industriais.
Essa transformação foi importante porque permitiu à empresa participar de diferentes etapas da cadeia produtiva.
O comércio oferecia conhecimento sobre a demanda dos clientes; a fabricação permitia desenvolver capacidade própria de abastecimento.
A história institucional da Suzano registra que, durante a Segunda Guerra Mundial, as dificuldades para importar papel levaram Leon a tomar uma decisão de grande risco financeiro.
Ele vendeu seus bens, incluindo a residência familiar, para investir na fabricação do produto no Brasil.
A decisão resultou na inauguração, em 1941, da primeira fábrica da empresa: a Unidade Ipiranga, localizada na capital paulista. Pioneirismo e Transformação +1
Aquela mudança marcou uma etapa decisiva.
O empreendimento deixou de ser apenas um negócio comercial e passou a desenvolver uma estrutura industrial própria.
Décadas depois, a família continuaria associada à transformação da indústria brasileira de papel e celulose.
2. Max Feffer: a segunda geração e a inovação com o eucalipto
Imagem de referência: Max Feffer, filho de Leon Feffer. Acervo histórico Suzano.
A participação de Max Feffer, filho de Leon, foi determinante para a evolução tecnológica da empresa.
Max ingressou nos negócios familiares no final da década de 1940 e passou a participar das decisões relacionadas à produção industrial.
Naquele período, a indústria de papel dependia de matérias-primas que nem sempre estavam disponíveis em condições competitivas no mercado brasileiro.
A produção de celulose exigia investimentos em pesquisa, adaptação tecnológica e desenvolvimento de processos industriais.
Max identificou no eucalipto uma alternativa com potencial para modificar a estrutura de abastecimento da indústria.
A árvore já era cultivada no Brasil, mas sua utilização em determinadas aplicações industriais exigia pesquisas sobre a qualidade das fibras e os processos de transformação.
Em 1952, Max liderou estudos voltados à produção de celulose a partir do eucalipto.
Em 1955, a empresa adquiriu uma fábrica na cidade de Suzano, no interior paulista, e instalou uma planta piloto.
No ano seguinte, iniciou a produção de celulose utilizando fibras de eucalipto.
Em 1961, a Suzano alcançou um marco tecnológico: passou a produzir, em escala industrial, papel e celulose com 100% de fibras de eucalipto.
A inovação representou uma contribuição importante para a indústria brasileira e para o desenvolvimento da cadeia florestal. Pioneirismo e Transformação +1
O resultado foi uma mudança no modo como a empresa utilizava recursos naturais e organizava seu abastecimento.
A produção de papel passou a depender cada vez mais de uma cadeia de florestas plantadas, pesquisa genética, manejo e processamento industrial.
A trajetória de Max demonstra como uma segunda geração pode contribuir não apenas para ampliar os negócios herdados, mas também para transformar sua base tecnológica.
3. Do papel à produção florestal em grande escala
Legenda: Florestas comerciais de eucalipto destinadas ao abastecimento da indústria de celulose. Imagem ilustrativa.
A utilização industrial do eucalipto criou novas possibilidades para o desenvolvimento da silvicultura brasileira.
Diferentemente da agricultura anual, na qual culturas como soja e milho são colhidas em ciclos relativamente curtos, a produção florestal exige planejamento de médio e longo prazo.
O cultivo de eucalipto depende de fatores como qualidade dos solos, disponibilidade hídrica, clima, material genético e infraestrutura.
Também exige organização territorial para implantação, manutenção, colheita e transporte da madeira.
A expansão da Suzano contribuiu para ampliar a importância econômica das florestas plantadas no Brasil.
O desenvolvimento da cadeia florestal envolveu diferentes atividades: viveiros de mudas, melhoramento genético, operações mecanizadas, transporte rodoviário e ferroviário, instalações industriais e terminais portuários.
Ao longo das décadas, a companhia passou a desenvolver operações em diferentes regiões brasileiras.
Estados como São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Maranhão e Mato Grosso do Sul adquiriram importância em sua estrutura produtiva.
A presença industrial nessas regiões também estimulou investimentos em infraestrutura e serviços especializados.
A história da família Feffer demonstra que o agronegócio brasileiro não se limita à produção de alimentos.
A produção de fibras, madeira e matérias-primas renováveis também integra a economia rural.
4. A terceira geração: David Feffer e a profissionalização da gestão
Legenda: David Feffer, neto de Leon Feffer e presidente do Conselho de Administração da Suzano. Fonte prioritária: Suzano Relações com Investidores.
A terceira geração da família Feffer assumiu responsabilidades empresariais em um período de mudanças na economia brasileira.
David Feffer, neto do fundador e filho de Max Feffer, tornou-se uma das principais referências dessa etapa.
Após o falecimento de Max, em 2001, David assumiu a presidência da Suzano.
Em 2003, a companhia iniciou uma nova fase de profissionalização da gestão, separando progressivamente as responsabilidades executivas das funções de orientação estratégica e supervisão do conselho.
David passou a exercer a presidência do Conselho de Administração.
Essa mudança representou uma etapa importante na evolução da governança empresarial.
Em empresas familiares, a continuidade dos negócios exige mecanismos que permitam conciliar os interesses dos acionistas com a administração profissional.
O desenvolvimento de conselhos, comitês e políticas de governança contribui para estabelecer responsabilidades e acompanhar os resultados.
A experiência da Suzano tornou-se objeto de estudos internacionais sobre sucessão e governança em empresas familiares.
A International Finance Corporation, integrante do Grupo Banco Mundial, utilizou a trajetória da companhia como exemplo de evolução da estrutura administrativa e da sucessão entre gerações. IFC +1
Em entrevista publicada em 30 de outubro de 2026, David Feffer destacou a influência das características empresariais de seu avô e de seu pai.
Segundo seu relato, Leon representava a capacidade de agir diante das oportunidades, enquanto Max valorizava o planejamento e a preparação para o futuro.
A combinação dessas experiências contribuiu para sua própria visão de administração empresarial. InfoMoney
A trajetória da terceira geração demonstra que preservar um empreendimento familiar não significa necessariamente manter a administração executiva concentrada nos descendentes.
Em determinados momentos, a continuidade pode depender da profissionalização da gestão e da participação da família nas decisões estratégicas.
5. A Suzano e a formação de uma companhia global
Legenda: Unidade industrial da Suzano em Ribas do Rio Pardo, Mato Grosso do Sul. Fonte fotográfica prioritária: Suzano.
A expansão da Suzano ultrapassou o mercado brasileiro.
A companhia desenvolveu operações voltadas à exportação de celulose e à fabricação de diferentes tipos de papel.
Sua estrutura passou a atender clientes e mercados internacionais.
Um dos acontecimentos mais relevantes dessa trajetória ocorreu em 2019, quando foi concluída a combinação dos negócios da Suzano com a Fibria.
A operação ampliou a escala industrial e consolidou a posição da companhia entre os principais produtores mundiais de celulose.
O desenvolvimento de novas unidades também contribuiu para aumentar a capacidade produtiva.
Em julho de 2024, a Suzano iniciou as operações da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, Mato Grosso do Sul.
A unidade representou um investimento de grande escala em uma região de expansão da silvicultura brasileira.
Sua implantação exigiu infraestrutura industrial, logística, energia, transporte e abastecimento de madeira.
Em 2025, a fábrica produziu aproximadamente 2,58 milhões de toneladas de celulose, segundo o Relatório de Sustentabilidade da companhia. Central de Sustentabilidade Suzano
O crescimento internacional também envolveu aquisições de ativos industriais no exterior.
Em 2024, a Suzano ampliou sua presença nos Estados Unidos por meio da aquisição de unidades de papelcartão.
Em 2026, concluiu a aquisição de participação majoritária na Arbex, empresa formada em parceria com a Kimberly-Clark para atuação no segmento de papéis para higiene e uso profissional em diferentes mercados. Suzano
Essa expansão demonstra como a empresa fundada por Leon Feffer em 1924 passou a integrar diferentes segmentos industriais e mercados internacionais.
6. A dimensão econômica da Suzano em 2025
Os resultados financeiros da companhia permitem compreender a escala alcançada pelas operações.
Segundo os dados consolidados divulgados pela Suzano, o exercício de 2025 apresentou os seguintes indicadores:
SUZANO — RESULTADOS CONSOLIDADOS DE 2025
R$ 50,1 bi
Receita líquida anual
R$ 21,7 bi
EBITDA ajustado
R$ 13,4 bi
Resultado líquido
14,2 mi t
Volume de celulose e papéis vendidos
Fonte: Central de Sustentabilidade da Suzano, indicadores financeiros de 2025. Central de Sustentabilidade Suzano
Os números demonstram a dimensão econômica da empresa.
Entretanto, é necessário distinguir os resultados financeiros da Suzano do patrimônio pessoal da família Feffer.
A companhia possui acionistas, estruturas societárias e obrigações próprias.
Seu faturamento, seu patrimônio líquido e seus ativos não podem ser atribuídos integralmente aos integrantes da família controladora.
Essa distinção é fundamental para compreender a organização patrimonial de grandes grupos empresariais.
7. Quantos hectares de terras estão vinculados à Suzano?
Legenda: Imagem ilustrativa do mosaico de florestas plantadas e áreas de conservação que compõe parte da gestão territorial do setor de celulose.
A dimensão territorial da Suzano é um dos aspectos mais importantes desta reportagem, especialmente para proprietários rurais, investidores e famílias que acompanham a evolução do mercado de terras.
Ao contrário de uma indústria que depende exclusivamente de fornecedores externos, a Suzano administra uma extensa base florestal para abastecer suas fábricas.
Essa estrutura inclui terras próprias, imóveis arrendados, áreas de cultivo e espaços destinados à conservação ambiental.
A companhia publica indicadores que permitem diferenciar essas categorias.
Áreas de plantio e disponíveis para plantio — 2025
| Categoria | Área |
|---|---|
| Áreas próprias destinadas a plantio ou disponíveis | 845.058,78 ha |
| Áreas arrendadas destinadas a plantio ou disponíveis | 764.698,68 ha |
| Total | 1.609.757,46 ha |
Fonte: Central de Sustentabilidade Suzano, indicadores de gestão da biodiversidade, ano-base 2025. Central de Sustentabilidade Suzano
Esses valores são particularmente relevantes porque demonstram a diferença entre a área utilizada ou disponível para a atividade florestal e a propriedade efetiva da terra.
A companhia também informa manter e proteger mais de 1,1 milhão de hectares de vegetação nativa, equivalentes a aproximadamente 40% de sua área territorial total. Central de Sustentabilidade Suzano
Entretanto, esse conjunto não deve ser interpretado como patrimônio imobiliário pessoal da família Feffer.
As áreas pertencem ou estão contratualmente vinculadas à estrutura empresarial da Suzano, que possui personalidade jurídica própria e acionistas diversos.
Além disso, os 845 mil hectares próprios da tabela representam apenas a categoria de plantio e disponibilidade, não a totalidade de imóveis próprios da companhia, que também inclui áreas de conservação e outros usos.
Para determinar a área total própria seria necessário considerar todas as categorias territoriais publicadas e reconciliá-las com os respectivos registros imobiliários.
Por que essa distinção é importante?
Uma empresa pode desenvolver atividades florestais em imóveis próprios, arrendados ou explorados por contratos com terceiros.
Essas modalidades apresentam características econômicas diferentes.
A propriedade da terra constitui um ativo imobiliário.
O arrendamento representa um direito contratual de utilização, sujeito às condições pactuadas.
O cultivo florestal, por sua vez, pode constituir um ativo biológico, cuja mensuração depende de critérios técnicos e contábeis específicos.
Em avaliações patrimoniais, é necessário separar o valor da terra nua, as benfeitorias, os ativos biológicos e os direitos decorrentes dos contratos.
No caso de grandes operações florestais, essa diferenciação é fundamental para evitar avaliações que misturem ativos de natureza distinta.
8. A família Feffer ainda controla a Suzano?
A Suzano é uma companhia de capital aberto, com ações negociadas na bolsa brasileira e no mercado norte-americano.
A família Feffer mantém participação relevante na estrutura de controle, mas não é proprietária individual de todos os ativos da empresa.
Conforme a composição acionária divulgada pela companhia, com data-base de 30 de setembro de 2026, o grupo identificado como controladores reunia aproximadamente 46,1% das ações ordinárias.
A estrutura inclui a Suzano Holding e participações individuais de integrantes da família. Governança Corporativa
| Acionista | Participação informada |
|---|---|
| Suzano Holding S.A. | 28,4% |
| David Feffer | 4,3% |
| Daniel Feffer | 3,8% |
| Jorge Feffer | 3,8% |
| Ruben Feffer | 3,7% |
Esses percentuais representam participações acionárias, não frações diretas de cada propriedade rural ou instalação industrial.
O controle societário deve ser compreendido a partir da estrutura de acionistas, dos direitos de voto e dos instrumentos de governança.
A participação da família permanece relevante na orientação estratégica da companhia.
David Feffer exerce a presidência do Conselho de Administração, enquanto a administração executiva é conduzida por profissionais especializados.
Esse modelo demonstra a evolução de uma empresa familiar para uma organização de capital aberto com gestão profissionalizada.
9. A quarta geração e a continuidade da família
A história da família Feffer também permite observar o desenvolvimento da sucessão ao longo de mais de um século.
A primeira geração foi representada por Leon Feffer, responsável pela fundação do empreendimento.
A segunda geração, com Max Feffer, contribuiu para a transformação tecnológica da produção de celulose.
A terceira geração, com David Feffer e outros integrantes da família, participou da expansão empresarial e da profissionalização da governança.
A quarta geração começa a participar das estruturas de administração e acompanhamento estratégico.
Entre os nomes identificados nos registros de governança de 2026 está Gabriela Feffer Moll, integrante do Conselho de Administração da Suzano. TradeMap
A presença de novas gerações nas estruturas societárias e administrativas demonstra a continuidade da participação familiar.
Entretanto, a sucessão empresarial não deve ser confundida com uma transferência automática do comando executivo.
A companhia mantém órgãos formais de governança, processos de indicação e responsabilidades administrativas definidas.
Essa estrutura permite que a participação familiar coexistia com a atuação de executivos profissionais e conselheiros independentes.
10. O Instituto Ecofuturo e a preservação ambiental
Legenda: Parque das Neblinas, reserva ambiental gerida pelo Instituto Ecofuturo, em São Paulo.
A história da família Feffer também está associada a iniciativas voltadas à conservação ambiental e à educação.
Em 1999, Max Feffer criou o Instituto Ecofuturo, durante as comemorações dos 75 anos da Suzano.
A organização passou a desenvolver atividades relacionadas à conservação da biodiversidade, educação e valorização do patrimônio natural.
Entre suas iniciativas está a gestão do Parque das Neblinas, reserva ambiental localizada na região de Bertioga, em São Paulo.
O parque representa uma área de conservação da Mata Atlântica e desenvolve atividades relacionadas à pesquisa, educação ambiental e visitação.
A Suzano informa que a reserva possui aproximadamente 7 mil hectares. Pioneirismo e Transformação
A existência de áreas de conservação dentro da estrutura de grandes empresas florestais demonstra a necessidade de conciliar produção e proteção ambiental.
Essa relação exige planejamento territorial, cumprimento da legislação e monitoramento contínuo.
Em propriedades rurais, a conservação ambiental também envolve a identificação de Áreas de Preservação Permanente, Reservas Legais e outros espaços sujeitos a regimes específicos de proteção.
O reconhecimento dessas características é fundamental para a administração e a avaliação de imóveis rurais.
11. O impacto econômico nas regiões produtoras
A presença da Suzano em diferentes estados brasileiros contribui para movimentar cadeias econômicas regionais.
A implantação de unidades industriais e a manutenção de florestas plantadas exigem fornecedores, transporte, serviços técnicos e infraestrutura.
Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, a companhia informou que suas operações movimentaram aproximadamente R$ 3,7 bilhões em contratos com 824 fornecedores locais durante 2025. Suzano
A atividade também depende de profissionais de diferentes áreas, como engenharia florestal, agronomia, administração, logística, manutenção industrial e pesquisa.
A produção de celulose conecta propriedades rurais, unidades industriais, terminais portuários e consumidores internacionais.
Esse modelo econômico demonstra como o setor florestal pode participar do desenvolvimento regional.
Entretanto, seus impactos precisam ser analisados considerando aspectos econômicos, sociais e ambientais.
A expansão territorial de grandes empreendimentos também exige atenção à disponibilidade de água, ao uso do solo, à infraestrutura pública e à relação com as comunidades locais.
A continuidade dessas operações depende da capacidade de administrar esses fatores de maneira responsável.
12. O legado da família Feffer para o agronegócio brasileiro
A trajetória da família Feffer representa um capítulo importante da industrialização brasileira e do desenvolvimento da cadeia florestal.
O empreendimento fundado por Leon Feffer em 1924 começou no comércio de papel.
A decisão de investir na fabricação nacional durante a Segunda Guerra Mundial permitiu desenvolver uma estrutura industrial própria.
Na geração seguinte, Max Feffer participou de uma transformação tecnológica ao desenvolver a utilização da fibra de eucalipto na produção de celulose.
A inovação contribuiu para ampliar a competitividade da indústria brasileira.
A terceira geração, representada por David Feffer e outros integrantes da família, participou da expansão internacional e da profissionalização da administração.
Ao longo de mais de cem anos, a Suzano tornou-se uma organização de alcance global, com extensa estrutura florestal e industrial.
A trajetória também demonstra a importância da sucessão familiar, do planejamento estratégico e da governança empresarial.
O legado dos Feffer não está relacionado apenas à dimensão econômica da companhia.
Também envolve o desenvolvimento de tecnologia, a formação de profissionais, a expansão da silvicultura e a participação brasileira no comércio internacional de celulose.
A história da família demonstra que grandes empreendimentos podem surgir de atividades comerciais relativamente simples e alcançar diferentes gerações por meio de decisões empresariais, investimentos e adaptação às mudanças do mercado.
O reconhecimento da AgroBrasil Fazendas
A AgroBrasil Fazendas valoriza a preservação da memória das famílias que contribuíram para a formação e a transformação do agronegócio brasileiro.
A trajetória da família Feffer demonstra como o conhecimento empresarial, a inovação tecnológica e o planejamento de longo prazo podem transformar uma atividade comercial em uma organização industrial de grande escala.
A história iniciada por Leon Feffer, em 1924, atravessou diferentes períodos econômicos e foi marcada pela participação de sucessivas gerações.
O desenvolvimento da Suzano também demonstra a importância econômica das florestas plantadas no Brasil.
A produção florestal exige conhecimento técnico, organização territorial, infraestrutura e administração de ativos de longo prazo.
Para proprietários rurais, empresários e investidores, essa trajetória oferece uma reflexão sobre a relação entre terra, produção e patrimônio.
A propriedade imobiliária, os ativos biológicos, os contratos de exploração e as participações societárias possuem características próprias e precisam ser analisados individualmente.
A AgroBrasil Fazendas registra seu reconhecimento à contribuição histórica da família Feffer para o desenvolvimento da indústria brasileira de papel e celulose.
Preservar essas histórias significa reconhecer a participação de famílias, trabalhadores, pesquisadores e empresas que ajudaram a construir diferentes cadeias produtivas do agronegócio nacional.
Fontes e referências bibliográficas
1. SUZANO — Nossa História. Cronologia oficial desde a fundação por Leon Feffer, em 1924, até a expansão internacional. Consultar história oficial e fotografias de acervo.
2. SUZANO — Relações com Investidores: Governança Corporativa. Informações sobre a composição acionária e os integrantes da administração, incluindo David Feffer. Consultar governança e composição acionária.
3. SUZANO — Central de Sustentabilidade: Gestão da Biodiversidade nas Operações Florestais. Indicadores de áreas próprias, arrendadas, cultivo e conservação, incluindo dados de 2025. Consultar indicadores territoriais.
4. SUZANO — Relatório de Sustentabilidade 2025. Informações sobre operações florestais, industriais, produção, biodiversidade e desempenho empresarial. Consultar relatório completo.
5. SUZANO — Principais Resultados Financeiros. Séries históricas de receita, EBITDA, resultados e vendas de celulose e papel. Consultar indicadores financeiros.
6. INTERNATIONAL FINANCE CORPORATION — Corporate Governance: Suzano Case Study. Estudo sobre sucessão familiar e profissionalização da governança. Consultar estudo de governança.
7. INFOMONEY — Os três pilares que sustentam os 102 anos da Suzano, segundo David Feffer. Reportagem publicada em 30 de outubro de 2026. Consultar entrevista.
8. INFOMONEY — David Feffer detalha trajetória e lições da família que construiu uma gigante mundial. Entrevista sobre as diferenças entre as gerações de Leon, Max e David Feffer. Consultar reportagem.
9. SUZANO — Resultados do segundo trimestre de 2026. Informações sobre operações internacionais e a aquisição de participação na Arbex. Consultar resultados de 2026.
10. SUZANO — Operações em Mato Grosso do Sul geram R$ 3,7 bilhões para fornecedores locais. Publicação de junho de 2026. Consultar reportagem regional.
Nota editorial
Esta reportagem possui caráter histórico, informativo e institucional.
A AgroBrasil Fazendas não possui vínculo societário com a família Feffer ou com a Suzano S.A.
As informações empresariais, financeiras e territoriais foram organizadas a partir de fontes públicas e documentos institucionais, respeitando suas respectivas datas de referência.
As áreas próprias e arrendadas divulgadas pela Suzano não representam patrimônio imobiliário pessoal da família Feffer.
Os dados não constituem avaliação patrimonial, certificação de titularidade imobiliária ou recomendação de investimento.
Pesquisa e produção editorial: AgroBrasil Fazendas — Outubro de 2026.
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